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Adesão ao tratamento completo da tuberculose é essencial para cura, alerta enfermeira da Sesau

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Repórter: Ruana Padilha / Ascom Sesau
Repórteres Fotográficos: Carla Cleto e Olival Santos / Ascom Sesau

O tratamento completo da tuberculose leva seis meses, mas 15 dias após o início, a cadeia de transmissão já é quebrada

Tosse por mais de três semanas, febre baixa, suor noturno, perda de peso, cansaço excessivo e falta de apetite, podem ser sinais da tuberculose, doença que ainda causa mortes em Alagoas e no Brasil. Em alusão à Semana Mundial de Combate à Tuberculose, que se encerra nesta sexta-feira (27), a enfermeira da Secretaria de Estado da Saúde (Sesau), Ednalva Araújo, alerta para a importância da adesão do paciente ao tratamento para quebrar a cadeia de transmissão e evitar óbitos.

Ednalva Araújo destaca que a tuberculose precisa ser detectada precocemente, e o tratamento cumprido rigorosamente, do começo ao fim, para que seja curada, e não ocorra disseminação. “O diagnóstico precoce e o início rápido do tratamento é fundamental não apenas para a recuperação do paciente, mas, também, para interromper a propagação da bactéria Mycobacterium tuberculosis”, enfatiza a enfermeira da Sesau. Segundo ela, em 2025 foram registrados em Alagoas 1.010 casos e 104 óbitos pela doença.

A enfermeira da Sesau explica que a tuberculose é transmitida por aerossóis, ou seja, pequenas partículas que ficam suspensas no ar e que podem ser emitidas, por exemplo, através da fala, do espirro e da tosse de pessoas com a forma ativa da doença. “Mas com o tratamento seguido à risca, após 15 dias a cadeia de transmissão é quebrada. E se todas as orientações forem seguidas pelo paciente, em seis meses a cura pode ser alcançada. Por isso, devemos informar que o tratamento deve ser seguido até o fim, além de destacar que, a interrupção antes do tempo recomendado, pode agravar a doença, favorecer o desenvolvimento da forma resistente e manter a transmissão ativa”, pontua Ednalva Araújo.

Ednalva diz que a interrupção do tratamento antes do tempo recomendado pode agravar a doença, favorecer o desenvolvimento da forma resistente e manter a transmissão ativa

Mobilização

A enfermeira enfatiza que a mobilização no combate à tuberculose surge como uma oportunidade para mobilizar gestores, profissionais e a sociedade no enfrentamento da doença. “Orientamos os municípios a intensificarem a busca ativa de pessoas com sintomas respiratórios, ampliarem o acesso ao diagnóstico e fortalecerem estratégias como o Tratamento Diretamente Observado, que contribui para reduzir o abandono e aumentar as taxas de cura”, recomenda. Ela lembra também que a tuberculose pode ser prevenida por meio da vacina BCG.

Além disso, Ednalva Araújo destaca, ainda, que é fundamental investir em ações educativas para combater o estigma e incentivar a população a procurar os serviços de saúde. “Toda Unidade Básica de Saúde municipal é capaz de fazer o atendimento, suspeitar, solicitar os exames e acompanhar esse paciente. Por isso, conscientizamos a toda população que, diante dos sinais, procure imediatamente o serviço de saúde mais próximo de sua residência”, salienta a enfermeira, informando que o diagnóstico da doença se dá por meio da avaliação clínica, exames laboratoriais e de imagem.

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