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AVC Dá Sinais: Alagoana supera o ‘derrame’ após tratamento especializado no HGE

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Repórter: Thallysson Alves / Ascom HGE
Repórteres Fotográficas: Carla Cleto e Natália Lessa / Ascom HGE

Após ter sido salva na Unidade de AVC do HGE, Josefa está em casa, seguindo com todas as recomendações dadas pelos especialistas do HGE_FOTO_Natália Lessa

De repente, a vista escureceu e mal existia força para caminhar. Esse foi o sinal que a aposentada Josefa Maria de França, de 71 anos, teve para o Acidente Vascular Cerebral (AVC). Sem perder tempo, um parente a levou para o hospital municipal de Pilar, onde ela reside, que a conduziu ao Hospital Geral do Estado (HGE), em Maceió. Em poucas horas, a alagoana já recebia os cuidados especializados na primeira Unidade de AVC implantada pela Secretaria de Estado da Saúde (Sesau), o que foi decisivo para que sua vida tivesse sido salva.

Josefa, que é viúva e tem uma filha, lembra que não imaginava que viveria tamanho susto, apesar de conviver com a diabetes e ter perdido a sua mãe para o “derrame cerebral”. Quando tomou consciência de que estava sendo mais uma vítima da doença, sua postura foi confiar no trabalho dos profissionais de saúde do HGE, pelos quais ela tem profunda gratidão.

“Eu perdi na minha casa a minha vida, mas a encontrei no HGE. Eu devo isso a Deus, ao meu compadre, que me socorreu, e a todos os profissionais que me acolheram e fizeram o seu trabalho com eficiência. Hoje sei que cheguei rápido no HGE por causa do Programa AVC Dá Sinais, que me ajudou a sair daqui de Pilar e chegar a tempo para receber o tratamento que eu precisava. E quando cheguei no HGE, eu recebi um bom atendimento e cuidaram muito bem de mim”, recorda Josefa Maria de França.

A pilarense foi admitida no último dia 17 de julho, recebeu a atenção multidisciplinar de emergência, foi submetida a exames laboratoriais e uma tomografia computadorizada, tendo sido acomodada no leito 4 da Unidade de AVC do HGE. Por ter chegado antes das 4h30 de início dos sintomas, a administração do trombolítico pôde ser feita, o que dissolve o coágulo que poderia causar déficits neurológicos e até o óbito.

“Quem diria que em um mês após ter o AVC isquêmico eu estaria assim: ótima! Eu quero agradecer a todos os médicos, enfermeiros, técnicos de enfermagem, psicólogos, nutricionistas, assistentes sociais, fisioterapeutas, terapeutas ocupacionais, fonoaudiólogas, ao motorista da ambulância que me levou ao HGE e a todos os outros profissionais que eu desconheço, mas sei que trabalharam para salvar a minha vida”, acrescentou a alagoana.

Em casa, Josefa está sem sequelas motoras, mas está ainda mais atenta aos cuidados que necessita para evitar o surgimento de uma nova doença cardiovascular. Ela tem feito pilates, adicionado a uma dieta balanceada, evitado situações de estresse e mantido a glicemia e a pressão arterial sob controle. Também afirma que está se hidratando mais e irá às consultas de acompanhamento.

A Unidade de AVC do HGE é pioneira em Alagoas entre os centros especializados para o tratamento da doença_FOTO_Natália Lessa

O que é o ACV

O AVC acontece quando vasos que levam sangue ao cérebro entopem ou se rompem, provocando a paralisia da área cerebral que ficou sem circulação sanguínea. É uma das principais causas de morte, incapacitação e internações em todo o mundo, segundo o Ministério da Saúde. Por isso, quanto mais rápido for o diagnóstico e o tratamento do AVC, maiores serão as chances de recuperação completa. 

“Existem dois tipos de AVC: o hemorrágico ocorre quando há rompimento de um vaso cerebral, provocando hemorragia; e o isquêmico, mais comum, quando há obstrução de uma artéria, impedindo a passagem de oxigênio para células cerebrais, que acabam morrendo. No surgimento de confusão mental, alterações da fala ou na visão, dor de cabeça súbita, intensa, sem causa aparente, alteração do equilíbrio (coordenação, tontura ou alteração no andar), fraqueza ou formigamento em um lado do corpo (rosto, braço ou perna), é preciso buscar atendimento médico com urgência”, alertou a médica Thamyrys Pontes.

O Serviço de Atendimento Médico de Urgência (Samu) pode ser acionado pelo telefone 192, ou a procura espontânea pelo diagnóstico e tratamento pode ser iniciada na unidade de urgência e emergência mais próxima. A Sesau lançou em 2021 o Programa AVC Dá Sinais, que utiliza a telemedicina, pelo aplicativo Join, para agilizar o diagnóstico e a tomada de decisão por especialistas em unidades de saúde que sinalizem o caso suspeito da doença.

Com o atendimento rápido da Unidade de AVC do HGE, devolvemos a outras “Josefas” o direito de continuar vivendo com mais liberdade”, destaca o secretário de Estado da Saúde, médico Gustavo Pontes de Miranda_FOTO_Carla Cleto


“O AVC é uma emergência médica. A cada minuto que passa sem o devido tratamento, o cérebro sofre danos, devido à falta de oxigenação, o que pode resultar em danos cerebrais que causam incapacitações irreversíveis. É por isso que o atendimento rápido e eficiente é fundamental. Desse modo, nós devolvemos a outras ‘Josefas’ o direito de continuar vivendo com mais liberdade”, pontuou o médico Gustavo Pontes de Miranda, secretário de Estado da Saúde.

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