Repórter: Neide Brandão / Ascom Hospital Metropolitano de AL
Fotos: Brunno Afonso / Ascom Hospital Metropolitano de AL

Durante uma semana, Thalita Ingrid de Lima Santos, de 19 anos, conviveu com uma dor abdominal persistente que acreditava ser causada por gases. Tentou se automedicar, mas as dores só pioraram. Sem conseguir dormir e com o desconforto cada vez mais intenso, ela procurou assistência pré-hospitalar durante vários dias, onde recebeu medicamentos na veia para aliviar a dor. Mas nada resolvia.
Na segunda-feira (10), após nova avaliação, a jovem foi internada em uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA) e, em seguida, transferida para o Hospital Metropolitano de Alagoas (HMA), onde passou por novos exames, incluindo uma tomografia. O diagnóstico foi claro: pedras na vesícula (colelitíase) e pancreatite, uma inflamação no pâncreas.
De acordo com a médica Karol Diniz, o caso da paciente mostra como a persistência da dor abdominal deve sempre ser um sinal de alerta. “Thalita chegou com dores muito intensas e episódios de vômito, sem conseguir se alimentar. O exame de tomografia mostrou a presença de cálculos na vesícula e um processo inflamatório no pâncreas, chamado pancreatite. Quando a bile fica represada devido às pedras, pode ocorrer inflamação, e isso exige tratamento hospitalar imediato”, explicou a médica.
A pancreatite pode ser causada por pedras na vesícula, consumo excessivo de gordura ou álcool, uso de alguns medicamentos e outras condições que bloqueiam os canais biliares. Os sintomas mais comuns são dor abdominal forte e contínua, náuseas, vômitos e febre. Já as pedras na vesícula se formam pela cristalização da bile e também podem causar cólicas, má digestão e inflamações graves.
“Quando o paciente chega ao hospital, o tratamento depende da gravidade do caso. Muitas vezes é preciso internar para controlar a inflamação, estabilizar o quadro clínico e só depois realizar a cirurgia para retirada da vesícula”, completou a médica Karol Diniz.Após o tratamento clínico e o cuidado da equipe multidisciplinar do Hospital Metropolitano de Alagoas, Thalita se recupera bem. “Eu não conseguia mais comer, nem andar direito. Agora estou me sentindo bem melhor e sendo muito bem cuidada”, relatou a paciente, emocionada e agradecida pelo atendimento recebido.
“Casos como o de Thalita reforçam a importância de não ignorar dores persistentes e não se automedicar. Buscar atendimento médico é essencial para o diagnóstico precoce e o tratamento adequado”, reforçou a médica do Hospital Metropolitano de Alagoas, Karol Diniz.


