Repórter: Josenildo Törres / Ascom Hemoal
Fotos: Divulgação

Para garantir a segurança dos pacientes, o Comitê Transfusional do Hemocentro de Alagoas (Hemoal) promoveu capacitação sobre indicação de ferro endovenoso na prática clínica. O objetivo da ação, que ocorreu no auditório do órgão, em Maceió, é padronizar o uso e a indicação do ferro oral e venoso para os pacientes, evitando a prescrição indiscriminada.
A capacitação foi voltada para médicos clínicos, residentes e estudantes de Medicina e teve como facilitador o médico hematologista do Hemoal, Arthur Vieira. Na oportunidade, o especialista salientou que o ferro endovenoso deve ser indicado para tratar anemia ferropriva quando o uso oral é ineficaz, quando o ferro oral é intolerado ou exige ação rápida para salvar a vida do paciente.
“É necessário que a indicação clínica observe estes parâmetros e, na literatura médica, o ferro endovenoso é mais indicado em pacientes com má absorção, a exemplo das pessoas que fizeram cirurgia bariátrica e que possuem doenças inflamatórias, renais ou gestantes. Isso porque, nestes casos, a infusão direta na veia repõe estoques rapidamente”, destacou o especialista.
Ele chamou a atenção para o fato que a prescrição indiscriminada é um perigo, uma vez que, mesmo sendo eficaz, o ferro endovenoso pode apresentar, também, efeitos adversos nos pacientes. “Além de náuseas, o paciente pode vir a apresentar dor de cabeça, tonturas, reações de hipersensibilidade e dor no local da aplicação. Por isso, a prescrição deve ser estudada com cuidado pelo prescritor”, pontuou.
O profissional do Hemoal alertou, ainda, que, mesmo sendo eficaz, o ferro endovenoso pode causar oxidação, impregnação de tecidos e aumentar a hepcidina, o que pode reduzir a eficiência do ferro disponível. Também é importante que os prescritores atentem para o intervalo recomendado entre as infusões, no sentido de resguardar o bem estar do paciente e a absorção do fármaco.


