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HGE passa a implantar em pacientes cardíacos stent farmacológico mais seguro e eficaz

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Repórter: Thalysson Alves
Repórteres Fotográficos: Olival Santos e Thallysson Alves

Para implantar o stent farmacológico é introduzido um cateter no braço ou perna do paciente e guiado até a artéria coronária

Utilizados para desobstruir e restaurar os vasos sanguíneos, os stents foram o maior avanço na cardiologia intervencionista desde a criação da angioplastia coronariana. E em Maceió, o Hospital Geral do Estado (HGE), que também presta esse tipo serviço aos alagoanos, passou a realizar o implante do tipo farmacológico, ainda mais seguro e eficaz.

Revestido de medicamentos, o stent farmacológico desobstrui as artérias coronárias em pacientes com estenoses significativas, ou seja, maiores que 70% do calibre do vaso. Também são beneficiadas, pessoas com obstrução total aguda, que é o infarto agudo, ou que sejam acometidas por diabetes, quadro de insuficiência renal, lesões coronarianas complexas, reestreitamento de stents prévios, lesões em regiões de bifurcações de vasos, ou aquelas que estejam com vasos sanguíneos entupidos há mais de 30 dias, que apresentem lesões no tronco da coronária esquerda e lesões em pontes de safena.

O stent farmacológico desobstrui as artérias coronárias em pacientes com estenoses significativas

“Eles são uma opção segura e mais eficaz em relação aos convencionais e o procedimento para implantação se baseia no cateterismo, onde introduzimos um cateter do braço ou perna até a artéria coronária e lá implantamos o stent, que é uma espécie de arcabouço metálico, havendo liberação lenta e gradual do fármaco imbuído. Essa técnica tem contribuído com a diminuição drástica na quantidade de reabordagens, devido a diminuição de reestenose intrastent, o que ocorre em até 30% dos casos de implante de stent não-farmacológico”, relatou o cardiologista do HGE, Clênio Jaques.

Contra as doenças cardiológicas, o médico recomendou a eliminação do tabagismo, a redução do sal na dieta, o consumo de frutas e vegetais, a prática de atividades físicas regulares e o abandono do consumo de bebidas alcóolicas e o uso correto de medicações contra o descontrole da diabetes, da hipertensão e da hiperlipidemia. “Uma boa estratégia é se integrar a ambientes mais propícios a escolhas saudáveis acessíveis, isso afasta hábitos nocivos e inspira outras pessoas a adotarem e manterem os mesmos comportamentos”, orientou o cardiologista do HGE.

José Carlos recebeu o stent farmacológico durante procedimento realizado na Unidade de Dor Torácica do HGE

Primeiro Beneficiado

O servente de pedreiro Carlos José Alves de Assis, de 58 anos, está internado na Área Verde do HGE e foi o primeiro paciente contemplado com o implante de stent farmacológico. Um dia após realizar uma confraternização com os amigos, ele sentiu falta de ar, cansaço, dor no peito e o coração acelerado durante o expediente de trabalho. Ao perceberem que ele estava passando mal, os colegas levaram o trabalhador à Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do Jaraguá, que, em seguida, o encaminhou ao HGE.

“Quando cheguei ao HGE, fui logo para a UDT [Unidade de Dor Torácica], onde fui bem assistido pelos profissionais do setor e precisei de um cateterismo. Eu tive uma boa recuperação, recebi alta médica e estava em casa bem. Mas no dia 31 de julho voltei a sentir tudo de novo. Dessa vez vim direto para o HGE. O pessoal rapidamente me recebeu, o médico me passou um medicamento e eu fui melhorando. Foi quando soube que precisava desse stent e aqui estou”, relatou Carlos, que é casado, mora no Bom Parto, na capital alagoana, e tem uma neta, filha de sua enteada.

O servente Carlos José Alves de Assis foi contemplado com stent farmacológico e se recupera para voltar ao convívio da família

Para o secretário de Estado da Saúde, médico Gustavo Pontes de Miranda, a disponibilização do stent farmacológico no HGE representa mais um avanço na assistência cardiológica do maior hospital público do Estado. “Além de assegurar assistência cardiológica, o foco de nossa gestão é garantir o que há de mais eficiente e moderno no tocante ao tratamento das doenças do coração. Atender com eficiência, agilidade, humanização e utilizando do que há de mais avançado na área da saúde é a nossa missão”, ressaltou o gestor da saúde estadual.

Gustavo Pontes de Miranda: “Além de assegurar assistência cardiológica, o foco de nossa gestão é garantir o que há de mais eficiente e moderno no tocante ao tratamento das doenças do coração”

Balanço da Assistência Cardiológica

De janeiro a junho deste ano, o HGE realizou 1.970 tratamentos cardíacos: angioplastias, cateterismos, revascularizações, aneurismas, arritmias, insuficiência cardíaca, entre tantos outros procedimentos. No mesmo período do ano passado foram 2.101 e, ao longo de todo o ano de 2022, foram 4.664 tratamentos cardiológicos. Com a disponibilização do stent farmacológico, a expectativa é de que mais usuários do Sistema Único de Saúde (SUS) sejam contemplados com o serviço, que também é fundamental na missão de salvar vidas.

Equipe da UDT do HGE realizou 1.970 tratamentos cardíacos no primeiro semestre deste ano

“O HGE cumpre com o seu dever de acolher o cidadão que necessita do atendimento de Urgência e Emergência para os casos de Média e Alta Complexidade. Após o seu quadro clínico especializado, a nossa equipe pode avaliar se é preciso transferir para uma unidade de referência para o tratamento da patologia desse doente, ou se nós mesmos podemos restabelecer a saúde com segurança. E no momento da alta hospitalar, o médico especialista concede orientações importantes para serem seguidas no retorno ao lar”, pontuou o diretor Fernando Melro.

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