Repórter: Neide Brandão / Ascom Hospital Metropolitano de AL
Fotos: Brunno Afonso / Ascom Hospital Metropolitano de AL

O aposentado João Francisco da Silva, de 89 anos, teve a vida salva pelo Hospital Metropolitano de Alagoas (HMA), em Maceió, após chegar à unidade com um quadro clínico alarmante: dores abdominais intensas, pele amarelada e sinais de sepse, uma infecção generalizada com alto risco de morte.
Em estado gravíssimo, a equipe multidisciplinar que o atendeu agiu com eficiência, submetendo-o a exames laboratoriais e de imagem, como tomografia e ressonância. O diagnóstico: colédoco litíase, uma pedra impactada nas vias biliares que causava obstrução do ducto pancreático e uma infecção severa.
“Era um caso muito delicado. A obstrução nas vias biliares provocou acúmulo de bile e inflamação, o que comprometeu rapidamente o funcionamento do organismo. Foi essencial agir com rapidez”, explicou a médica Karolyni Diniz, generalista e uma das responsáveis pelo caso.
Diante do diagnóstico preciso e em tempo recorde, João Francisco da Silva foi submetido a uma Colangiopancreatografia Retrógrada Endoscópica (CPRE). O procedimento, altamente especializado e realizado com excelência pelo HMA – que é referência estadual na técnica –, foi decisivo para salvar a vida do idoso de quase 90 anos.
“Conseguimos retirar todos os cálculos da via biliar graças à CPRE. Seu João tinha cálculos no colédoco (via biliar principal), o procedimento foi resolutivo e todo feito por via endoscópica, sem cortes“, explicou o endoscopista Tiago Torres, um dos responsáveis pelo procedimento no paciente.

Gratidão da Família
Para a família de João Francisco da Silva, a recuperação do patriarca foi nítida e emocionante. “Ele chegou mal, a cor dele mudou, precisando de oxigênio. Mas fomos surpreendidos pela dedicação, pela agilidade e pela estrutura do Hospital Metropolitano [de Alagoas]. Só temos gratidão”, disse emocionada a neta do idoso, Marina Rodrigues.
João Francisco da Silva se recupera a cada dia. Retomou a alimentação, os sinais vitais se estabilizaram e o bom humor reapareceu. “Já tô querendo ir pra casa. A comida aqui é boa, mas o cafezinho com a família é melhor ainda”, brinca o paciente, que ainda está internado, mas fora de perigo e em plena recuperação, após ter a vida salva pelo HMA.


