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Hospital Regional de Palmeira dos Índios padroniza fluxo para qualificar cuidados paliativos e humanizar atendimento

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Repórter: Cláudia Valéria de Oliveira / Ascom HRPI
Repórter Fotográfica: Cláudia Valéria de Oliveira / Ascom HRPI 

Setores engajados reforçam o compromisso com a assistência integral e humanizada ao paciente

O Hospital Regional de Palmeira dos Índios (HRPI) reafirmou sua dedicação à assistência humanizada ao promover a integração de setores estratégicos da unidade para capacitação em cuidados paliativos. A ação reuniu a equipe multiprofissional, com o objetivo de padronizar fluxos, fortalecer a comunicação interna e aprimorar a qualidade do cuidado oferecido a pacientes com doenças crônicas e condições que comprometem a continuidade da vida.

A coordenação de Enfermagem destacou que os cuidados paliativos exigem atenção contínua e sensibilidade no atendimento diário. Já a Psicologia e o Serviço Social ressaltaram a importância do apoio emocional e acompanhamento familiar ao longo de todo o processo.

Pelo fluxo estabelecido, a Fisioterapia atuará no manejo de sintomas físicos e na promoção de conforto e mobilidade. Na outra ponta, a Nutrição contribuirá com estratégias individualizadas para garantir qualidade alimentar e suporte metabólico adequado aos pacientes em diferentes fases do tratamento.

O cronograma foi apresentado pelo diretor médico do HRPI, José Carlos Malafaia, oncologista com atuação em cuidados paliativos para pacientes com câncer avançado. A ação reuniu as coordenações de Enfermagem, Psicologia, Serviço Social, Fisioterapia e Nutrição.

Médico José Carlos Malafaia afirma que o trabalho paliativo deve ser realizado em conjunto por toda a equipe multidisciplinar

Segundo José Carlos Malafaia, o paciente precisa ser cuidado de perto e com profissionalismo, uma vez que, segundo o profissional, quem tem o conhecimento não erra. “Nós trabalhamos em equipe e precisamos resgatar o zelo de lidar com esses pacientes. Nós não estamos para curar, mas precisamos tratar pelo nome, e temos muito o que fazer por eles, principalmente oferecendo o conhecimento técnico. Cuidar vai além do tratamento da doença. Precisamos atuar de forma articulada, oferecendo conforto, controle de sintomas e apoio emocional tanto ao paciente quanto à família”, destacou.

Durante a reunião, também foi discutida a importância da formação de um grupo de referência para discussão de casos, realização de reuniões frequentes, promoção de cursos de capacitação e um melhor acompanhamento dos casos. O médico reforçou ainda que os cuidados paliativos oncológicos não cuidam da doença, mas do paciente oncológico cuja doença progrediu e se espalhou, causando outras enfermidades.

O cronograma faz parte da política de educação permanente do HRPI, que busca manter suas equipes atualizadas e preparadas para lidar com situações clínicas complexas. A direção ressalta que o cuidado paliativo não significa ausência de tratamento, mas sim uma abordagem que prioriza dignidade, conforto e qualidade de vida. 

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