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Julho Amarelo: Sesau orienta como prevenir, diagnosticar e tratar as hepatites virais

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Repórter: Suely Melo / Ascom Sesau
Repórter Fotográfico: Carla Cleto / Ascom Sesau

As hepatites virais são infecções que atingem o fígado e, caso não sejam diagnosticadas e tratadas em tempo oportuno, podem desencadear cirrose, insuficiência hepática e até câncer de fígado

No sétimo mês do ano, quando ocorre a Campanha Julho Amarelo, a Secretaria de Estado da Saúde (Sesau) reforça a importância da prevenção e diagnóstico precoce e tratamento para as hepatites virais, que são infecções que atingem o fígado. O cuidado é essencial para evitar complicações graves, como cirrose, insuficiência hepática e até câncer de fígado, uma vez que elas se manifestam, na maioria das vezes, de forma silenciosa.

De acordo com o Ministério da Saúde (MS), as hepatites virais podem causar alterações leves, moderadas ou graves. Alguns dos sintomas que podem se manifestar são cansaço, febre, mal-estar, tontura, enjoo, vômitos, dor abdominal, pele e olhos amarelados, urina escura e fezes claras.

“O diagnóstico precoce se faz importante para que se evitem complicações decorrentes da infecção, como cirrose e hepatite fulminante, ressalta Itanielly Queiroz, enfermeira da Sesau

Dados do Sistema de Informação sobre Agravos de Notificação do Ministério da Saúde (Sinan/MS) apontam que, em todo o ano passado, Alagoas registrou 369 casos de hepatites virais. Já no período de janeiro a junho de 2024, foram 178 casos, contra 127 nos seis primeiros meses deste ano.

A enfermeira da Sesau, Itanielly Queiroz, orienta que, por ser uma IST [Infecção Sexualmente Transmissível], a prevenção se dá por meio do preservativo, além da vacinação. “Temos vacinas para a hepatite A e B, que são gratuitas nos postos de saúde. Ainda não há vacina para o tipo C, mas, ele tem uma porcentagem de até 95%, com o diagnóstico em tempo oportuno e o tratamento adequado”, ressalta.

O diagnóstico de hepatite ocorre nas Unidades Básicas de Saúde (UBSs) municipais, por meio do teste rápido

Diagnóstico e tratamento

Após o diagnóstico de hepatite, que ocorre nas Unidades Básicas de Saúde (UBSs), por meio do teste rápido, o paciente deve ser encaminhado para o Serviço de Assistência Especializada (SAE) de referência, onde receberá o tratamento medicamentoso, que é oferecido de forma gratuita pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Já a hepatite B, apesar de controlável, não tem cura e exige acompanhamento contínuo.

A prevenção das hepatites virais também se dá por meio do uso de preservativo durante as relações sexuais

“O diagnóstico precoce se faz importante para que se evitem complicações decorrentes da infecção, como cirrose e hepatite fulminante. Isso porque, a infecção por hepatite é a maior causadora de câncer de fígado e insuficiência hepática, levando a transplantes de fígado ou óbito”, explicou Itanielly Queiroz.

As hepatites do tipo A e B são prevenidas por meio de vacinas, que são gratuitas e disponibilizadas nos postos de saúde municipais_F

Tipos de Hepatite

Hepatite A

De acordo com o Ministério da Saúde, o vírus da hepatite A tem como principal forma de transmissão o contato oral-fecal, onde a transmissão está ligada a condições inadequadas de saneamento básico, higiene pessoal e pelo consumo de água e alimentos contaminados. O diagnóstico da infecção é realizado por exame de sangue.

Hepatite B

A hepatite B pode ser transmitida sexualmente e por contato com sangue contaminado. Ela pode não apresentar sintomas nas fases iniciais, o que dificulta o diagnóstico precoce. Quando não tratada, especialmente em sua forma crônica, pode evoluir para complicações graves, como cirrose, insuficiência hepática e até câncer de fígado.

Hepatite C

Como não existe vacina contra a hepatite C, é importante que a população se previna não compartilhando com outras pessoas qualquer objeto que possa ter entrado em contato com sangue, além do uso de preservativos nas relações sexuais.

Hepatite D

Segundo o Ministério da Saúde, a hepatite D, também chamada de Delta, é causada pelo vírus HDV. Esse vírus depende da presença da infecção pelo vírus HBV (hepatite B) para infectar um indivíduo. Existem duas formas de infecção pelo HDV: coinfecção simultânea com o HBV e superinfecção do HDV em um indivíduo com infecção crônica pelo HBV.

Hepatite E

O vírus da hepatite E é transmitido principalmente pela via fecal-oral pelo consumo de água contaminada e em locais com infraestrutura sanitária frágil. Outras formas de transmissão incluem a ingestão de carne malcozida ou produtos derivados de animais, além da transfusão de produtos sanguíneos infectados e transmissão vertical de uma mulher grávida para seu bebê.

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