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Médica do Hospital Dr. Ib Gatto Falcão orienta como diferenciar alergias de infecções

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Repórter: Maju Silva / Ascom Hospital Dr. Ib Gatto Falcão
Repórter Fotográfica: Carla Cleto / Ascom Sesau

Os sintomas costumam ser repetitivos e incluem espirros em sequência, coriza clara, coceira no nariz, olhos e garganta, além da ausência de febre

Coriza, tosse, espirros e mal-estar são sintomas comuns, mas nem sempre indicam a mesma causa. Saber diferenciar uma alergia de uma infecção respiratória é essencial para garantir o tratamento adequado e evitar complicações. Por isso, para a médica Amanda Godinho, que atua no Hospital Ib Gatto Falcão, em Rio Largo, a orientação é clara: reconhecer os sinais e buscar atendimento no momento certo faz toda a diferença na recuperação do paciente.

As alergias respiratórias, como rinite e sinusite alérgica, estão geralmente ligadas a fatores ambientais, poeira, ácaros, mofo e mudanças de temperatura, mais frequentes no outono. Os sintomas costumam ser repetitivos e incluem espirros em sequência, coriza clara, coceira no nariz, olhos e garganta, além da ausência de febre.

Já as infecções, causadas por vírus ou bactérias, apresentam evolução mais aguda e sintomas progressivos. Febre, dor no corpo, cansaço, dor de garganta e secreção nasal amarelada ou esverdeada são sinais de que o organismo está reagindo a um agente infeccioso.

Segundo a médica Amanda Godinho, a principal diferença está no comportamento dos sintomas ao longo do tempo. “Na alergia, os sintomas costumam surgir logo após o contato com algum fator desencadeante e podem persistir enquanto a exposição continuar, mas sem febre. Já nas infecções, o quadro evolui com piora progressiva, presença de febre e sintomas sistêmicos, como dor no corpo e fadiga. Por isso, é fundamental evitar a automedicação, que pode mascarar sinais importantes e atrasar o diagnóstico correto”, explica.

O tratamento também varia conforme a causa. Nos quadros alérgicos, o controle ambiental, o uso de antialérgicos e a hidratação são medidas fundamentais. Já nas infecções, o manejo pode incluir medicações sintomáticas, repouso e, em alguns casos, antibióticos, sempre com prescrição médica. A hidratação e o acompanhamento adequado são essenciais em ambos os casos.

Amanda Godinho destaca que sinais de alerta como febre alta, falta de ar, dor intensa ou agravamento do quadro exigem atendimento imediato. Como unidade de porta aberta, o hospital está preparado para acolher, avaliar e encaminhar os pacientes com segurança e agilidade.

Diferenciar alergia de infecção é um passo fundamental para cuidar da saúde de forma consciente e evitar complicações. Outro ponto de atenção é o tempo de duração dos sintomas. Quadros alérgicos podem persistir por dias ou semanas, enquanto infecções virais tendem a apresentar melhora entre 5 e 7 dias.

Caso os sintomas se prolonguem ou piorem, a avaliação médica é indispensável. Como forma de prevenção, especialistas orientam manter ambientes limpos e ventilados, evitar acúmulo de poeira, higienizar as mãos com frequência, manter boa hidratação e evitar contato com pessoas doentes em períodos de maior circulação de vírus.

A fisioterapeuta Priscila Cavalcante reforça a importância do suporte multiprofissional, especialmente nos quadros respiratórios. “A fisioterapia respiratória ajuda na mobilização de secreções, melhora a ventilação pulmonar e reduz o desconforto respiratório, contribuindo para uma recuperação mais rápida, principalmente em pacientes com dificuldade para respirar”, destaca.

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