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Médico do Hospital Dr. Ib Gatto Falcão esclarece mitos sobre doação de medula óssea

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Repórter: Maju Silva / Ascom Hospital Dr. Ib Gatto Falcão
Fotos: Pedro Júnior / Ascom Hospital Dr. Ib Gatto Falcão

O processo de cadastro é simples, rápido e seguro. Basta procurar um hemocentro, apresentar um documento oficial com foto e realizar uma pequena coleta de sangue, utilizada para exames de compatibilidade genética

A doação de medula óssea é um dos maiores exemplos de solidariedade e responsabilidade social na área da saúde. Para pacientes com doenças graves do sangue, como leucemias, linfomas e anemias hereditárias, encontrar um doador compatível pode representar a única chance de cura. No Hospital Dr. Ib Gatto Falcão, esse tema é tratado com seriedade, informação e, sobretudo, humanidade, reforçando o compromisso com a vida e com a conscientização da sociedade.

Apesar de sua importância, muitos mitos e informações equivocadas ainda afastam possíveis doadores, reduzindo as chances de quem aguarda por esse gesto de amor ao próximo. Levar informação clara e acessível é fundamental para transformar medo em atitude e esperança em ação.

Segundo o médico Pedro Andrade, a compatibilidade entre doador e receptor é rara. “A chance de encontrar um doador compatível fora da família pode ser de uma em cem mil. Por isso, quanto maior o número de pessoas cadastradas, maiores são as possibilidades de salvar vidas. Doar medula óssea é um compromisso com o futuro de alguém que você nem conhece”, destaca.

Um dos principais mitos é a ideia de que a doação de medula óssea é sempre dolorosa ou envolve altos riscos. Na prática, existem diferentes formas de coleta, e a mais comum atualmente é feita por meio do sangue periférico, semelhante à doação de plaquetas. Nesse método, o doador utiliza uma medicação por alguns dias para estimular a liberação das células-tronco no sangue. “É um procedimento seguro, acompanhado por uma equipe especializada, e o doador costuma retomar suas atividades normais em pouco tempo”, explica a biomédica Kênia Oliveira.

Outro equívoco frequente é acreditar que o cadastro obriga a doação imediata. “O registro é apenas uma manifestação de disponibilidade. A pessoa só será chamada se houver compatibilidade com algum paciente, o que pode nunca acontecer. Mas, se acontecer, a decisão de doar pode mudar completamente o destino de uma família inteira”, reforça a biomédica.

Como funciona o cadastro de doadores

O processo de cadastro é simples, rápido e seguro. Basta procurar um hemocentro, apresentar um documento oficial com foto e realizar uma pequena coleta de sangue, utilizada para exames de compatibilidade genética. Essas informações ficam armazenadas em um banco nacional, integrado a registros internacionais, o que amplia ainda mais as chances de encontrar um doador compatível para quem precisa.

Para o médico Pedro Andrade, a informação é uma poderosa aliada da vida. “Quando a sociedade entende que doar medula óssea é um ato consciente, seguro e transformador, damos um passo importante na construção de uma rede de cuidado coletivo”, afirma.

Falar sobre doação de medula óssea é também prestar um serviço público essencial. Ao esclarecer dúvidas, combater mitos e incentivar o cadastro de novos doadores, instituições de saúde fortalecem seu compromisso social e ampliam as possibilidades de cura para milhares de pacientes.

Cada novo doador representa uma esperança renovada para quem aguarda, muitas vezes por anos, a chance de recomeçar. Doar medula óssea é mais do que um gesto solidário: é assumir a responsabilidade de fazer parte de uma corrente do bem que conecta desconhecidos pelo propósito maior de salvar vidas.

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