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Neurologista da Sesau esclarece os principais sintomas da Esclerose Múltipla

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Repórter:
 Fabiano Di Pace / Ascom 
Repórter Fotográfica: Carla Cleto / Ascom Sesau

Neurologista Samtra Melo diz que a Esclerose Múltipla é uma doença autoimune e crônica que não tem cura e se caracteriza pela alteração de força, perda de sensibilidade dos membros e equilíbrio

Caracterizada como uma doença autoimune e crônica, a Esclerose Múltipla não tem cura. A boa notícia é que ela tem tratamento pelo Sistema Único de Saúde (SUS) em Alagoas, conforme especifica a neurologista da Secretaria de Estado de Saúde (Sesau), Samyra Melo.

Mais comum em mulheres na faixa de 20 a 40 anos, ela também pode acometer pessoas de outras idades e gêneros. Segundo a especialista, a Esclerose Múltipla possui causas multifatoriais.

“O paciente nasce com uma predisposição genética e pode ser desencadeada por fatores ambientais como tabagismo, obesidade, deficiência de vitamina D e a infecção pelo vírus Epstein Barr”, explicou Samyra Melo.

Sintomas

Entre os principais sintomas destacam-se o embaçamento visual, visão dupla, alteração de força, perda de sensibilidade dos membros e equilíbrio e até alteração no controle da urina e das fezes.

“O diagnóstico é realizado por meio da avaliação clínica dos sintomas e por exames como ressonância magnética, pulsão lombar e exames de sangue que são feitos para excluir outras causas para os sintomas”, destacou.

O Hospital Metropolitano de Alagoas conta com consultas especializadas em neurologia clínica e neurocirurgia, realizadas por uma equipe multiprofissional altamente capacitada

Tratamento

Quanto ao tratamento, a neurologista da Sesau esclareceu que ele acontece em duas etapas. “O primeiro consiste em atuar nos surtos da doença, que são crises inflamatórias, e no segundo momento iniciar o tratamento para prevenir futuros surtos da doença”, informou Samyra Melo.

A neurologista lembrou que Alagoas possui um ambulatório de referência e exclusivo para casos da doença no Hospital Metropolitano de Alagoas (HMA), em Maceió.

“Além do apoio hospitalar, a Sesau assegura os medicamentos por meio do Ceaf [Componente Especializado da Assistência Farmacêutica], que são de alto custo”, esclareceu a especialista.

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