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Nutricionista da Sesau orienta sobre como identificar, tratar e conviver com a doença celíaca

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Repórter: Suely Melo / Ascom Sesau
Repórter Fotográfica: Carla Cleto / Ascom Sesau

A doença celíaca é desencadeada pela ingestão do glúten, proteína presente no trigo, na cevada e no centeio

O Dia Mundial de Conscientização sobre a Doença Celíaca, que ocorre neste sábado (16), chama atenção para uma condição autoimune crônica que afeta milhares de pessoas e ainda é cercada de dúvidas. Para esclarecer os principais pontos sobre a doença, a nutricionista da Secretaria de Estado da Saúde (Sesau), Janine Mendonça, orienta sobre os sintomas, formas de diagnóstico, tratamento e os cuidados necessários para conviver com o problema de forma saudável.

A doença celíaca é desencadeada pela ingestão do glúten, proteína presente no trigo, na cevada e no centeio. Em pessoas geneticamente predispostas, o consumo dessa proteína provoca uma reação do sistema imunológico que agride o intestino delgado, comprometendo a absorção adequada dos nutrientes. De acordo com a nutricionista da Secretaria de Estado da Saúde (Sesau), Janine Mendonça, a condição pode surgir em qualquer fase da vida e os sintomas nem sempre são apenas intestinais, o que dificulta o diagnóstico precoce.

“A doença celíaca é uma condição autoimune que provoca inflamação e danos às vilosidades intestinais quando há ingestão de glúten. Muitas pessoas acreditam que ela aparece somente na infância, mas isso não é verdade. A doença pode surgir em qualquer idade e apresentar sintomas variados, desde diarreia crônica, distensão abdominal e perda de peso até sinais menos específicos, como anemia persistente, fadiga, queda de cabelo, alterações de humor e osteoporose. Em alguns casos, ela pode até ser silenciosa, sem sintomas aparentes”, explica a nutricionista da Sesau.

Janine Mendonça explica que a doença celíaca pode surgir em qualquer fase da vida e os sintomas nem sempre são apenas intestinais, o que dificulta o diagnóstico precoce

Diagnóstico

O diagnóstico é realizado por meio de exames laboratoriais específicos, que identificam anticorpos relacionados à doença, e geralmente é confirmado com biópsia do intestino delgado. Segundo Janine Mendonça, o único tratamento eficaz atualmente é a exclusão total e permanente do glúten da alimentação, além dos cuidados para evitar contaminação cruzada durante o preparo dos alimentos. Mas ela alerta que a retirada do glúten da alimentação antes da investigação médica pode comprometer os resultados dos exames.

“Mesmo pequenas quantidades de glúten podem desencadear inflamação intestinal em pessoas celíacas. Por isso, é fundamental ter atenção à contaminação cruzada, evitando compartilhar utensílios, torradeiras, tábuas e superfícies utilizadas no preparo de alimentos com glúten. Hoje, a rotulagem obrigatória dos alimentos industrializados ajuda muito nesse controle, além da ampliação da oferta de produtos sem glúten e alimentos naturalmente seguros, como arroz, feijão, frutas, legumes, verduras, ovos e carnes”, destaca Janine Mendonça.

A nutricionista da Sesau salienta ainda que, embora não exista uma forma de prevenir a doença celíaca por causa da forte relação genética, o diagnóstico precoce e o acompanhamento profissional adequado são fundamentais para evitar complicações como desnutrição, anemia grave e osteoporose. “A mudança exige atenção rigorosa aos rótulos dos alimentos e acompanhamento multiprofissional para garantir equilíbrio nutricional”, orienta

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