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Nutricionistas do Hospital Dr. Ib Gatto Falcão destacam a importância da suplementação proteica e da escolha adequada das frutas na recuperação dos pacientes

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Repórter: Maju Silva / Ascom Hospital Dr. Ib Gatto Falcão
Fotos: Pedro Júnior / Maju Silva / Ascom Hospital Dr. Ib Gatto Falcão

A deficiência proteica pode retardar a cicatrização, aumentar o risco de infecções e comprometer a resposta do organismo ao tratamento

A nutrição tem papel fundamental na recuperação de pacientes hospitalizados, especialmente daqueles que enfrentam desafios metabólicos ou condições clínicas que comprometem o processo de cicatrização. A oferta equilibrada de nutrientes, sob acompanhamento profissional, contribui para acelerar a regeneração dos tecidos, reduzir complicações e melhorar o prognóstico clínico.

A cicatrização de feridas é um processo complexo que depende diretamente do estado nutricional do paciente. A proteína se destaca como um dos nutrientes mais importantes nesse contexto, por participar ativamente da produção de colágeno, componente essencial para a formação de novos tecidos, e do fortalecimento do sistema imunológico.

A deficiência proteica pode retardar a cicatrização, aumentar o risco de infecções e comprometer a resposta do organismo ao tratamento. Por isso, a suplementação de proteínas é frequentemente indicada em pacientes desnutridos, em recuperação pós-cirúrgica, queimados ou com úlceras por pressão.

De acordo com Luana Souza, nutricionista do Hospital Dr. Ib Gatto Falcão, o acompanhamento nutricional é determinante para ajustar a quantidade ideal de proteína conforme as necessidades de cada paciente. “A suplementação proteica é uma ferramenta importante no cuidado hospitalar. Ela garante que o paciente receba os nutrientes necessários para que o corpo se recupere de forma eficiente, com melhor cicatrização e menor risco de complicações”, explica a especialista.

O auxílio das frutas é fundamental na alimentação dos pacientes para recuperá-los

Alimentação controlada para pacientes com diabetes

Entre os pacientes hospitalizados, aqueles com diabetes exigem atenção redobrada à alimentação. A escolha adequada das frutas, por exemplo, é fundamental para manter o controle glicêmico e evitar intercorrências. Embora sejam fontes de fibras, vitaminas e antioxidantes, algumas frutas contêm alto teor de açúcares simples ou elevada carga glicêmica, o que pode elevar rapidamente os níveis de glicose no sangue.

Manter a glicemia controlada é essencial para evitar complicações como infecções, atraso na cicatrização, piora do estado nutricional e prolongamento da internação. Além disso, o uso de medicamentos como corticoides e as alterações hormonais comuns no período de internação podem tornar o controle glicêmico ainda mais delicado.

Frutas que devem ser evitadas ou consumidas com cautela

Algumas frutas exigem moderação, devido à concentração de açúcares naturais (frutose) e ao alto índice glicêmico:

  • Banana madura: deve ser oferecida em pequenas porções e, preferencialmente, combinada a alimentos ricos em fibras ou proteínas.
  • Manga, mamão, uva, melancia, abacaxi e caqui: possuem alto teor de frutose e podem causar picos de glicemia.
  • Sucos de frutas, mesmo naturais: devem ser evitados, pois perdem as fibras no processo de preparo e aumentam rapidamente a glicose no sangue.

Frutas mais indicadas

Frutas com menor índice glicêmico e maior teor de fibras são mais seguras para o consumo hospitalar, como:

  • Maçã e pêra com casca
  • Ameixa fresca
  • Kiwi
  • Morango
  • Amora e outras berries
  • Goiaba

As porções devem ser controladas, normalmente entre 80 e 120 gramas, conforme a glicemia capilar e o plano alimentar definido pela equipe de nutrição.

David Braga ressalta que a nutrição é parte essencial do tratamento hospitalar, por meio do ajuste do cardápio à condição clínica do paciente

Avaliação individualizada é essencial

Cada paciente deve ser avaliado individualmente pelo nutricionista hospitalar, que considera fatores como o estado nutricional, tipo de dieta (oral, enteral ou parenteral), uso de insulina e presença de feridas ou infecções. O acompanhamento nutricional contínuo contribui para uma recuperação mais segura e eficaz.

“A nutrição é parte essencial do tratamento hospitalar. Ajustar o cardápio conforme a condição clínica do paciente evita complicações, melhora a resposta terapêutica e favorece o bem-estar durante a internação”, reforça David Braga, coordenador do Serviço de Nutrição do Hospital Dr. Ib Gatto Falcão.

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