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Profissionais de combate ao suicídio e à autolesão do HGE promovem dinâmicas, estudos e conversas

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Repórter: Thallysson Alves / Ascom HGE
Fotos: Divulgação

Equipe especializada do CAIS capacita educadores de escolas públicas localizadas no Trapiche da Barra

Motivados pela missão de preservar vidas, o Centro de Acolhimento Integrado, Prevenção e Pósvenção ao Suicídio e Autolesão (Cais), do Hospital Geral do Estado (HGE), em Maceió, visitou escolas próximas, esta semana, para levar informações necessárias sobre o tema a educadores e alunos. As abordagens envolveram dinâmicas, estudos e muito diálogo; além da divulgação do serviço presente na maior unidade de urgência e emergência de Alagoas. 

A Organização Mundial da Saúde (OMS) estima que a cada suicídio existiram pelo menos 20 tentativas. Dessa forma, esse problema de saúde pública já é uma das principais causas de morte entre jovens de 15 a 29 anos – mais de 70% das mortes ocorrem em países de baixa e média renda. Para piorar, a subnotificação ainda é uma grande dificuldade, tão quanto a falta de oportunidades para falar sobre o assunto e, dessa forma, romper esse tabu. 

Alunos da rede pública de ensino participaram de rodas de conversa e dinâmicas para quebrarem o tabu da autolesão e suicídio

“Nem toda autolesão é tentativa de suicídio, mas autolesão aumenta risco futuro de tentativas letais. Por isso a autolesão exige avaliação clínica especializada e acompanhamento. Os adolescentes e adultos jovens, homens, com transtornos mentais [depressão, transtorno bipolar, dependência química etc.] sobreviventes de tentativas anteriores, que estão em situação de vulnerabilidade social, além de populações com fácil acesso a meios letais, estão entre as mais vulneráveis a atentar contra a própria vida”, alerta a coordenadora do Cais, a psicóloga Soraya Suruagy. 

Dessa forma, em alusão a Campanha Setembro Amarelo, profissionais do serviço, implantado pela Secretaria de Estado da Saúde (Sesau), decidiram visitar escolas localizadas nos arredores do HGE. Nelas, as psicólogas e assistentes sociais apresentaram informações pertinentes que complementam a educação oferecida às crianças e aos adolescentes, bem como esclarecem dúvidas que podem também ser decisivas para salvar a vida do menor. 

De acordo com a OMS, mais de 70% das mortes ocorrem em países de baixa e média renda

“Em uma das escolas, nós identificamos um preocupante histórico de autolesão, inclusive soubemos de um aluno que está interno na UPA [Unidade de Pronto Atendimento] por tentativa de suicídio. Dessa forma, com as nossas orientações, nós esperamos que os educadores possam dar continuidade aos cuidados que também devem existir na escola e, caso precisem, nos procurem para vermos como podemos ajudar”, compartilhou a assistente social Hiduane Santos. 

Como estratégia para diminuir com as autolesões e tentativas de suicídio, as profissionais da saúde recomendam a redução do acesso a meios letais, o treinamento de profissionais que possam identificar casos suspeitos, a realização de campanhas também dentro das escolas para a redução do estigma, a promoção de programas escolares de fortalecimento da saúde mental, o suporte pós-tentativa (alinhado aos serviços de referência) e o combate a preconceitos e bullying. 

Para os profissionais do CAIS, a escola tem papel fundamental no combate a esse problema que é de saúde pública

“Se você identificar alguém com sinais de que pode tentar o suicídio, é importante agir com seriedade, calma e acolhimento. Mostre-se disponível, sem julgamentos; leve a sério qualquer sinal; ofereça o seu apoio imediato; incentive a procura por ajuda profissional; não o deixe sozinho; mantenha contato com a rede de apoio (família, amigos, comunidade, profissionais). São atitudes fundamentais que podem ajudar a reduzir o risco da busca pelo suicídio”, orientou a coordenadora do Cais.

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