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Qualidade do sono influencia diretamente na saúde cardíaca, orienta médica do Hospital do Coração

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Repórter: Neide Brandão / Ascom Hospital do Coração Alagoano
Repórter Fotográfico: Marco Antônio / Ascom Sesau

No dia 13 de março, quando é lembrado o Dia Mundial do Sono, especialistas reforçam a importância de um hábito muitas vezes negligenciado: dormir bem.  A qualidade do sono está diretamente relacionada à saúde do coração e pode influenciar no desenvolvimento de doenças cardiovasculares, alerta a cardiologista Váuma Garrote, que atua no Hospital do Coração Alagoano, em Maceió. 

Ela salienta que o sono é um dos pilares fundamentais para manter o organismo em equilíbrio. “A ciência mostra que tanto a privação quanto o excesso de sono aumentam o risco de desenvolvimento de doenças cardiovasculares. Muitas vezes nós focamos apenas na dieta e na prática de exercícios físicos, o que é extremamente importante, mas o sono é o terceiro pilar fundamental da saúde cardiovascular”, explica Váuma Garrote. 

Conforme a especialista, o sono é um dos pilares fundamentais para manter o organismo em equilíbrio.  A ciência mostra que tanto a privação quanto o excesso de sono aumentam o risco de desenvolvimento de doenças cardiovasculares. Muitas vezes nós focamos apenas na dieta e na prática de exercícios físicos, o que é extremamente importante, mas o sono é o terceiro pilar fundamental da saúde cardiovascular”, explica. 

Durante o sono, de acordo com o Váuma Garrote, o corpo entra em um estado de recuperação. Nesse período, ocorre a redução da frequência cardíaca e da pressão arterial, fenômeno conhecido como descenso noturno, essencial para o descanso do sistema cardiovascular. 

Ela salienta que, quando a pessoa dorme pouco ou tem um sono de má qualidade, o organismo permanece em estado de alerta. “Isso aumenta a liberação de hormônios de estresse, como cortisol e adrenalina, favorecendo a elevação da frequência cardíaca e da pressão arterial, o que gera uma sobrecarga para o músculo cardíaco”, destaca. 

Estudos populacionais apontam que dormir menos de seis horas por noite está associado a um maior risco de desenvolver hipertensão arterial, doença coronariana, infarto e Acidente Vascular Cerebral (AVC). A privação do sono também aumenta a mortalidade por doenças cardiovasculares. 

A recomendação para adultos é dormir entre sete e nove horas por noite. Manter uma rotina regular de sono também é essencial para o bom funcionamento do organismo. “Dormir e acordar todos os dias no mesmo horário ajuda a regular o ciclo circadiano, que é o relógio biológico do nosso corpo”, orienta a cardiologista. 

Para a médica, negligenciar o descanso pode trazer consequências importantes a longo prazo. “Negligenciar o sono é cobrar uma conta alta do seu coração no futuro”, enfatiza Váuma Garrote.

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