Repórter: Tony Medeiros / Ascom HEA
Fotos: Maria Elisângela (Cortesia)

Profissionais das residências em saúde do Hospital de Emergência do Agreste (HEA), em Arapiraca, participaram de um intercâmbio remoto com profissionais do Hospital Dom Moura, localizado em Garanhuns, Pernambuco. A iniciativa partiu da Comissão de Residência Multil e Uniprofissional em Saúde (Coremu) do HEA, em articulação com a coordenação da residência em Garanhuns.
O encontro teve como objetivo principal promover o diálogo entre residentes em momentos distintos da formação, proporcionando troca de experiências, esclarecimento de dúvidas e fortalecimento do processo formativo. Coordenadora da Coremu no HEA, a enfermeira Maria Elisângela avalia a experiência como um passo importante para os residentes da unidade alagoana, cuja residência ainda está em fase inicial.
Foi um espaço de escuta, de partilha. Nossos residentes puderam compreender que, embora os contextos e cenários de prática sejam diferentes, a residência segue diretrizes nacionais. Isso deu mais segurança e clareza sobre o percurso que estão trilhando”, afirma.
O Hospital Dom Moura tem uma trajetória consolidada, com mais de uma década de atuação em residências, especialmente com foco na gestão em saúde. Essa bagagem foi posta à disposição dos colegas alagoanos, que estão apenas começando a vivenciar as rotinas e os desafios da formação em serviço. Conceitos como trabalho multiprofissional e prática interdisciplinar, por exemplo, foram discutidos de forma concreta e a partir de exemplos vividos no dia a dia dos programas.
Endy Maclyn, residente em urgência e emergência no HEA, destaca a importância de ouvir diretamente os residentes pernambucanos. “A gente sempre escutava a comissão falando sobre como outras residências funcionam, mas conhecer a visão de quem está lá dentro, vivendo isso, fez toda a diferença. Trouxe uma nova compreensão da estrutura e do fluxo do programa”, frisou.
O resultado do encontro foi considerado tão positivo que novas conexões já estão em construção. A proposta da coordenação é ampliar os intercâmbios, conectando o HEA a outros programas de residência espalhados pelo país, e, futuramente, possibilitar vivências presenciais, tanto recepcionando em Arapiraca quanto viajando para outras cidades.
“O aprendizado vai muito além dos livros. Ele se fortalece no encontro com o outro. E esses momentos de troca são fundamentais para que nossos residentes se sintam parte de uma rede maior, plural, diversa e comprometida com o cuidado em saúde”, conclui Maria Elisângela.


