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Secretaria de Estado da Saúde lança Plano de Enfrentamento das Arboviroses para 2026

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Repórter: Suely Melo / Ascom Sesau
Repórter Fotográfica: Carla Cleto / Ascom Sesau

Sesau lançou o Plano de Enfrentamento das Arboviroses 2026, destacando ações integradas para reduzir casos de dengue, chikungunya e zika em Alagoas

A Secretaria de Estado da Saúde (Sesau) lançou o Plano de Enfrentamento das Arboviroses 2026, um instrumento estratégico do Governo de Alagoas com foco na redução dos casos de dengue, chikungunya e zika. A iniciativa de vigilância em saúde intensifica o combate ao mosquito Aedes aegypti, transmissor das três doenças, e amplia a assistência à população em todo o território alagoano.

As ações previstas são desenvolvidas de forma integrada entre Estado e municípios, com atenção especial ao período do verão e da quadra chuvosa. Isso porque, historicamente nesta época, há maior risco de aumento na transmissão dessas doenças, uma vez que há períodos intercalados entre chuva e muito calor, o que é propício para a proliferação do Aedes aegypti.

De acordo com a secretária-executiva de Vigilância em Saúde da Sesau, Thalyne Araújo, o Plano de Enfrentamento das Arboviroses 2026 é resultado de uma construção coletiva. Ela salienta que o documento organiza a atuação de diferentes áreas técnicas, visando garantir uma resposta mais eficiente.

“O Plano de Enfrentamento das Arboviroses 2026 envolveu diversas áreas técnicas da Sesau e o diálogo permanente com os municípios. Ele estrutura nossas ações de forma integrada, contemplando vigilância epidemiológica, vigilância laboratorial, controle vetorial, assistência e mobilização social. Essa organização nos permite atuar de maneira mais eficiente e coordenada em todo o território alagoano”, salientou Thalyne Araújo.

Thallyne Araújo diz que o plano prevê monitoramento contínuo, fortalecimento da rede laboratorial, vacinação contra dengue e incorporação de novas tecnologias, como o método Wolbachia

Entre os principais pontos do plano estão o monitoramento contínuo dos casos de arboviroses, o fortalecimento da rede laboratorial, o apoio técnico às equipes municipais, a qualificação das estratégias de controle vetorial e a articulação com toda a Rede de Atenção à Saúde, garantindo diagnóstico oportuno e manejo clínico adequado. O documento também prevê a intensificação das ações preventivas e a ampliação da vacinação contra a dengue para crianças e adolescentes de 10 a 14 anos, em regiões selecionadas.

“Com a chegada do verão e o início da nossa sazonalidade, reforçamos o monitoramento, ampliamos o apoio aos municípios e intensificamos as ações de controle vetorial. Além disso, ainda no primeiro semestre de 2026, trabalharemos na incorporação de novas tecnologias para o controle do Aedes aegypti, como a implantação do método Wolbachia nos municípios de Arapiraca e Rio Largo. Essa iniciativa fortalece nossa resposta, aliando inovação, ciência e planejamento para reduzir a transmissão das arboviroses em Alagoas”, disse Thalyne Araújo.

O combate ao Aedes aegypti e a eliminação de criadouros seguem como estratégias centrais do plano, evitando manter recipientes que acumulem água

O Plano de Enfrentamento das Arboviroses 2026 destaca, ainda, que a vigilância epidemiológica é essencial para detecção precoce de surtos, monitoramento da gravidade dos casos e resposta rápida às mudanças no padrão de ocorrência das doenças. O controle vetorial segue como uma das principais estratégias, envolvendo ações contínuas, como eliminação de criadouros, vistorias em imóveis, bloqueios de transmissão e atividades educativas.

Nesse contexto, a atuação dos agentes de combate às endemias é fundamental para manter o vínculo com a comunidade e ampliar o impacto das medidas preventivas. O documento completo está disponível para consulta pública e pode ser acessado clicando aqui (https://drive.google.com/file/d/16FyJzFcK3o-3NEZcyEjmqfwixR2UHxwf/view?usp=drivesdk). Ele orienta a organização das ações nos 102 municípios alagoanos.

Dados
Em 2025, Alagoas registrou uma redução de 26,8% nos casos de dengue, o que representa um avanço importante, mas que exige vigilância permanente e continuidade das ações. Já este ano, em janeiro, foram registrados 126 casos prováveis de dengue, 15 de chikungunya e nenhum de zika.

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