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Sesau assegura tratamento especializado da endometriose

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Repórter: Joyce Marques /Ascom Hospital da Mulher de AL
Foto: Ana Maria Belo / Ascom Hospital da Mulher

No Ambulatório Estadual de Endometriose é assegurado atendimento com ginecologista, nutricionista e endocrinologista

A endometriose é uma condição ginecológica que afeta muitas mulheres em idade reprodutiva. Os principais sintomas são cólicas intensas, dor durante a relação sexual, dor ao evacuar, períodos de diarreia e constipação, cansaço intenso e dificuldade para engravidar.

Mas em Alagoas a Secretaria de Estado da Saúde (Sesau) assegura atendimento especializado para tratar a doença, por meio do Ambulatório Estadual de Endometriose, localizado no Hospital da Mulher, situado no bairro Poço, em Maceió.

A médica ginecologista responsável pelo Ambulatório Estadual de Endometriose, Karine Lucena, reforça a importância dos hábitos saudáveis para a melhora no quadro da doença inflamatória. Conforme ressalta a profissional, o consumo de alimentos processados é um dos fatores que ocasionam o crescimento dos casos relacionados à doença.

“É importante associar a mudança no estilo de vida, suplementação alimentar e medicação. Aliando o tratamento medicamentoso prescrito em nosso serviço e o esforço da paciente no dia a dia, por meio da prática de exercícios físicos e alteração dos hábitos alimentares, conseguimos devolver qualidade de vida para essa mulher”, explica a ginecologista.

A especialista destaca, ainda, que o acesso ao Ambulatório Estadual de Endometriose acontece através da Central Estadual de Regulação. Ao receber o diagnóstico clínico, junto ao exame de imagem – como ressonância ou ultrassonografia, por meio do médico da Unidade Básica de Saúde (UBS) -, a paciente é encaminhada ao atendimento especializado para dar início ao tratamento. 

“No Hospital da Mulher, além do tratamento clínico para a doença, contamos também com atendimento com nutricionista e endocrinologista, porque a endometriose é uma doença hormônio-dependente, ou seja, quanto mais acima do peso a paciente tiver, mais esses hormônios estimulam o foco da doença. Por isso, reforço que, junto ao tratamento medicamentoso, ela deve buscar um novo estilo de vida”, ressalta Karine Lucena.

Relato

A jovem Roneide Lúcia, de 28 anos, descobriu a endometriose por causa das fortes dores, cansaço e fluxo intenso que vivia durante o período menstrual. Ela conheceu o Ambulatório Estadual de Endometriose e, a partir daí, conseguiu tratar os sintomas que causavam tanto desconforto.

“Eu descobri que no Hospital da Mulher existe o Ambulatório Estadual de Endometriose, consegui ser atendida e aqui e descobri que existem vários tratamentos. Seguindo as orientações médicas, aliei o tratamento ginecológico à alimentação e às atividades físicas e, assim, as dores diminuíram. Atualmente consigo ter uma qualidade de vida melhor e muito diferente do que vivi há um ano atrás”, relatou Roneide, que aconselhou as mulheres a investigar dores e sangramentos anormais com orientação especializada.

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