Repórter: Fabiano Di Pace
Repórter Fotográfica: Carla Cleto

A Secretaria de Estado de Saúde (Sesau) promoveu, nesta quarta-feira (12), uma capacitação prática sobre “Diagnóstico Precoce e Manejo Clínico da Hanseníase”, doença crônica, infecciosa e contagiosa, causada pela bactéria Mycobacterium leprae. A iniciativa foi realizada no II Centro de Saúde, no bairro Poço, em Maceió, e reuniu 40 médicos e enfermeiros.
Os profissionais capacitados atuam na 1ª Região de Saúde, que é formada por 12 dos 102 municípios alagoanos. Além de Maceió, integram o grupo os municípios de Barra de São Miguel, Barra de Santo Antônio, Coqueiro Seco, Flexeiras, Marechal Deodoro, Messias, Paripueira, Pilar, Rio Largo, Santa Luzia do Norte e Satuba.

Para a coordenadora do Programa Estadual de Combate à Hanseníase, enfermeira Itanielly Queiroz, o esforço é importante, pois atua como sensibilizador dos profissionais, além de mostrar tecnicamente todo o diagnóstico e tratamento. “Por se tratar de uma doença contagiosa e com grande estigma social, o diagnóstico precoce é essencial para quebrar a cadeia de transmissão da doença, evitando o surgimento de novos casos”, destacou.
Itaniely Queiroz explicou que a hanseníase é uma doença infecciosa que acomete nervos e pele. “Ela é transmitida pelas vias aéreas superiores, no caso das pessoas que convivem com pacientes na forma avançada da doença, multibacilar, que não estão em tratamento. A transmissão é interrompida com 72 h após a 1ª dose supervisionada do tratamento que dura de 6 a 12 meses.”, ensinou.

A coordenadora do Programa Estadual de Combate à Hanseníase lembrou, ainda, que o tratamento é completamente assegurado pelo Sistema Único de Saúde (SUS). “Os remédios são distribuídos exclusivamente pela Rede Pública de Saúde e não podem ser adquiridos em farmácias, por isso é essencial que as pessoas procurem o atendimento médico de forma regular”, ressaltou.
Sintomas – Entre as principais características da hanseníase estão o aparecimento de manchas brancas e avermelhadas na pele e comprometimento dos nervos periféricos. A pessoa acometida pela doença também pode sentir sensação de formigamento nas mãos e pés, diminuição ou perda da sensibilidade e nódulos no corpo, alguns deles, dolorosos.


